Foi quase unânime a recepção apenas morna para Dawn of the New World, continuação direta de Tales of Symphonia lançada ano passado para o Wii. Apesar de não ser um game ruim, não agradou por repetir fórmulas prontas e parecer pouco inspirado. Quando ninguém imaginava, os donos do console da Nintendo tiveram mais uma esperança: depois do sucesso de Vesperia, eis que era anunciado Tales of Graces exclusivamente para o Wii.
-
Contos de uma expectativa anunciada
Quem conhece alguma coisa de RPG ou já jogou algum Tales of, sabe que a série da NamcoBandai é conhecida pelo seu sistema de batalha com mais ação que o normal e as jornadas longas e por hora confusas. A verdade é que a série apesar de não possuir um grande respaldo do público, vem crescendo muito nos últimos anos, apesar de ainda estar longe do nível das grandes séries do gênero. Graces é um exemplo claro desse crescimento – mas ainda sofre da falta de inspitação.
O game se passa em mundo chamado Efinea, onde todo o progresso foi criado com base no uso de duas substâncias: Arles e Cryas. Nesse mundo, três reinos brigam insistentemente pelo controle do poder: Windol, Strata e Fendel. É em Windol que mora Asbel, filho de um senhor feudal local e protagonista do game. Asbel é um jovem cheio de si, alegre e que vive como qualquer garoto da sua idade. É então que ele decide se alistar na academia de cavaleiros do local. A partir desse ponto, o enredo avança sete anos, para quando Asbel está praticamente formado. Nessa época, nosso herói está abalado pela morte recente do seu pai, ponto de onde a história se desenrola, mostrando as transformações que o uso da força causa nas pessoas., exemplificado na história de um jovem alegre e infantil, que se torna alguém preso e que não consegue demonstrar seus sentimentos.
Durante a jornada, Asbel vai conhecer Sophie, a outra protagonista da história. Sophie é inocente e doce, mas parte disso vem da falta de memória. Outro personagem importante na trama é Hubert, irmão de Asbel que parece não ter uma boa relação com ele. Ainda temos a estranha Cheria Barnes, o boca-aberta Pascal, o instrutor da escola de cavaleiros Malik Caesars e o Príncipe Richard, que sempre confiou e admirou muito Asbel.
A verdade é que a ambientação não traz nada de muito diferente do que já foi visto em outros games do gênero: visual feudal, cavaleiros, histórias familiares, personagens desmemoriados. Talvez essa seja a grande ideia aqui: manter a fórmula repetida até a exaustão por longos anos em dezenas de games do estilo. O que ganha um grande up é o belíssimo visual, resultado de um cuidado maior com os efeitos e uma limpeza maior de cenários e personagens - que continuam em estilo anime.
-
Um Tales of autêntico, mas com um passo além
Como eu já disse aqui, a grande sacada da série Tales of em si é o sistema de batalha. Em cada game, a idéia de um estilo com mais ação é ampliado e evoluído. O sistema em Graces recebe o gigantesco nome de SS-LMBS, ou Style Shift Linear Motion Battle System, que permite ao jogador mudar o estilo de combate durante as batalhas (um dos exemplos dados é a opção do heroi lutar com a espada embainhada ou com ela na mão). Cada estilo fica armazenado em um botão (A ou B) er pode ser trocado simplesmente pressionando o comando determinado.
O novo sistema também possibilita uma ferramenta chamada side-step, que seria uma forma de evasão dando um pequeno passo para o lado, permitindo uma movimentação de 360º no campo de batalha. Com isso, a equipe de desenvolvimento espera que Graces seja o game mais variado da série. Se fosse pra fazer alguma previsão, é possível que o sistema seja bem próximo de Tales of Destiny - só que claro mais balanceado e complexo. Para ampliar ainda mais a experiência, a NamcoBandai já confirmou suporte ao Classic Controller PRO, em alternativa ao esquema original com Wii Remote + Nunchuk.
Para quem tem um DS, ainda tem uma novidade muito bem vinda. É só acessar a DS Download Play enquanto estiver jogando Graces. Lá será possível acessar um minigame chamado Kanemin Merchant, onde o jogador enfrenta dungeons geradas aleatoriamente recheada de inimigos. Quanto maior é o seu avanço no jogo de Wii, mais localidades são liberadas no DS. Da mesma forma, itens conseguidos no portátil podem ser transferidos para Graces. Kanemin Merchant também será disponibilizado separadamente para download via DsiWare em data e preço ainda não estipulados.
Tales of Graces é até agora um dos games mais promissores para a safra 2010 do console. Embora um lançamento ocidental ainda não tenha sido confirmado, é provável que ele aporte em terras ocidentais na segunda metade do ano que vem.
0 comentários:
Postar um comentário